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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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A PROFISSÃO MAIS PERIGOSA E MAL PAGA DO MUNDO

Mäyjo, 08.07.15

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O terror de Chittagong, Bangladesh

A PIOR PROFISSÃO DO MUNDO?

Mäyjo, 07.07.15

enxofre_aArriscar a vida por um emprego

É difícil perceber qual a pior profissão do mundo – há muitas, infelizmente, e escolher entre uma e outra não é racional. No entanto, uma das grandes concorrentes a este epíteto é a de mineiro de enxofre na Indonésia.

Estes homens trabalham turnos de 12 horas dentro da cratera de um vulcão e, como o próprio nome indica, partem enxofre solidificado e levam-no para fora da cratera. Durante todo este tempo, eles inalam fumos tóxicos e arriscam as suas vidas por €4,2 ao dia.

Para além disso, os mineiros de enxofre de Java do Leste, Indonésia, têm que escalar rochas afiadas e sujeitarem-se a uma eventual erupção do vulcano.

O fotógrafo russo Gleb Tarro, que vive em San Diego, nos Estados Unidos, testemunhou a vida destes trabalhadores desconhecidos e invisíveis. “Visitei o vulcão Ijen para fotografar as suas belas cores, mas quando vi várias pessoas no nevoeiro tóxico do local, com cestos enormes, percebi que as minhas fotos precisavam de foco”, explicou ao Daily Mail.

“Cerca de 200 mineiros estavam a partir enxofre sólido em peças enormes e a levá-lo, em cestos, para fora da cratera. O enxofre é depois vendido para uma refinaria de açúcar próxima”, explicou Tarro.

“Quase não consegui respirar na cratera e não consigo imaginar estes homens a carregar cestos pesados do dia inteiro. Entre 75 e 90 quilos. Vivemos numa sociedade urbana e nunca pensamos nestas condições de trabalho”, concluiu.

 

COMO OS PARQUES EÓLICOS ESTÃO A MUDAR PORTUGAL

Mäyjo, 30.06.15

Como os parques eólicos estão a mudar Portugal (com VÍDEO)

O primeiro parque eólico de Portugal foi instalado em 1991, na ilha da Madeira, mas a aposta apenas se intensificou a partir de 2005, à medida que centenas de aerogeradores começaram a povoar a paisagem portuguesa.

Hoje, Portugal tem 313 parques eólicos, que transformaram o vento em 23% da electricidade consumida em Portugal no último ano. A nível mundial, este valor só é ultrapassado pela Dinamarca.

“A nossa percentagem está muito perto da dinamarquesa, mas é mais difícil de chegar lá, porque a Dinamarca está no centro da Europa, e quando há excesso de vento, eles podem exportar facilmente para a Escandinávia, Alemanha ou Holanda”, explicou o professor António Sá da Costa ao Economia Verde.

“Portugal, como está num extremo da Europa, apenas tem interligações dignas desse nome com a Espanha. E quando há muito vento em Portugal, também o há em Espanha”, explicou o professor.

As eólicas ajudam a diminuir a utilização de fontes fósseis, como o carvão ou o gás natural. Segundo Sá da Costa, a energia eólica tem três grandes vantagens: permite a Portugal não importar combustíveis fósseis; não fazer emissão de gases com efeito de estufa; e gera emprego e riqueza para as economias locais.

Tudo depende dos aerogeradores, que têm um funcionamento muito simples: “As pás a rodar estão ligados por um eixo a um gerador, uma máquina eléctrica que, quando roda, gera uma electricidade que é depois conduzida para um transformador e é injectada na rede pública”, conclui Sá da Costa.

No primeiro trimestre do ano, a energia eólica conseguiu um recorde, ao gerar 33% da electricidade consumida no País. Mas à medida que novas ligações levam a energia portuguesa até ao centro da Europa, novos parques eólicos poderão ser instalados.

Veja o episódio 252 do Economia Verde, dedicado às eólicas.

Foto: AiresAlmeida / Creative Commons

 

Visto de cima

Mäyjo, 27.06.15

Port of Long Beach

Long Beach, California.jpg

Porto de Long Beach

Long Beach, Califórnia

33.754185°N 118.216458°W

No Porto de Long Beach, na Califórnia, uma disputa trabalhista prolongada entre os sindicatos e os proprietários de navios Longshoremen, em fevereiro deste ano, trouxe atrasos incapacitantes para o frete marítimo dentro e fora dos Estados Unidos.

O impasse causou transtornos  aos retalhistas, empresas de alimentos, agricultores e fabricantes.

Por exemplo, a McDonald para contornar o impasse no transporte e enfrentar uma escassez global de batatas fritas, trasnportou por avião 1.000 toneladas de batatas fritas congeladas para o Japão.

COMBATER OS SACOS DE PLÁSTICO COM ARTE JAPONESA DO SÉCULO VIII

Mäyjo, 22.06.15

Combater os sacos de plástico com arte japonesa do século VIII (com FOTOS)

Um dos grandes desafios da humanidade é acabar com os sacos de plástico. A afirmação pode parecer radical, mas a verdade é que dezenas de cidades, em todo o mundo, estão a limitar a utilização de sacos de plástico, de forma progressiva ou, inclusive, total e brusca.

Se nos seguiu no fim-de-semana, deverá lembrar-se de um artigo que publicámos ontem, que aborda esta necessidade de acabarmos com o saco de plástico. Coincidência ou não, o episódio 250 do Economia Verde aborda o tema mas de uma outra perpectiva: a substituição do saco de plástico por panos que embrulham objectos a partir da arte japonesa do furoshiki.

Esta arte japonesa, que remonta ao século VIII, contribui para reduzir o desperdício e é hoje revalorizada como alternativa aos sacos de plástico. “A ideia é acabar com [os sacos de plástico] e pegar em tecido – quadrados de tecido robustos em termos de malha, que aguentem bem o peso – e colocar lá dentro os nossos pertences, envolvê-los no tecido naquilo que os nossos avós e pais conheciam como uma pequena trouxa”, explicou ao Economia Verde Susana Domingues, especialista nesta arte.

Susana é responsável por um workhsop que aposta nas artes japonesas para reutilizar e renovar a roupa. Numa altura em que cada português gasta mais sacos de plástico que a média europeia – cerca de 466 por habitante ao ano – o furoshiki e o sashiko, outra técnica oriental, podem ser uma boa resposta para melhorar a nossa responsabilidade ambiental.

“Sashiko significa pequenos golpes”, explica Susana Domingues. “Ele surgiu de uma necessidade, sobretudo da classe mais baixa do Japão, de fazer frente a Invernos mais rigorosos. A ideia passava por coser – sobrepor tecidos – para ficarem mais confortáveis mas também mais resistentes ao frio”.

Hoje, estas duas técnicas têm outros propósitos, ganhando uma outra importância à medida que a humanidade se afasta dos sacos de plástico e a crise obriga a engendrar novas soluções para reutilizar objectos e roupas.

“Não sei se está relacionado com a crise, talvez esteja mais relacionado com modas, mas é verdade que esta área das coisas feitas à mão está muito mais procurada”, concluiu Mónica Campanhã, aluna de um dos workshops ministrados por Susana Domingues.

Veja o episódio 250 do Economia Verde.

Foto:  goblinbox_(queen_of_ad_hoc_bento) / Creative Commons